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Recados
01/04/2010
De: NORIVAL DOURADO Autorizar
Cidade: DOURADOS
Para:
Email: douradodoc@uol.com.br
É PRECISO UNIR FORÇAS: A EPIDEMIA DE DENGUE EM DOURADOS

A Equipe 15 de Saúde da Família, com sede no Jardim Cuiabazinho, atende a região formada pelos bairros: Jardim Maringá, Jardim Mato Grosso, Jardim Cuiabazinho, Vila Almeida e Parte do Jardim Clímax, sendo responsável por aproximadamente 960 famílias. É composta por 6 agentes de saúde, 2 auxiliares de enfermagem, 1 auxiliar de dentista, 1 enfermeira, 1 médico de família, 1 dentista, 1 recepcionista e 1 faturista, atendendo 8 horas por dia, tendo como principal finalidade a prevenção na atenção básica e ser a porta de entrada para o SUS no município.
Com a atual epidemia de dengue, exaustivamente prenunciada em ocasiões anteriores, nossa unidade de Saúde da Família perdeu sua característica principal que é preventiva e passamos a funcionar como um pronto socorro da dengue, só que em situação precária e com grande limitação de profissionais e materiais. Durante uma epidemia, segundo o manual do Ministério da Saúde ?Dengue: diagnóstico e manejo clínico? a confirmação pode ser feita pelos critérios clinico - epidemiológicos, exceto nos primeiros casos da área, os quais deverão ter confirmação laboratorial. No caso específico do município de Dourados não é o que acontece, pois a dengue só é confirmada através do exame laboratorial, o que gera contradições nos dados divulgados pela mídia e os observados nos postos de saúde. Isso sem levar em conta as crianças (menores de 5 anos) 50% das quais a dengue se manifesta como doenças febris agudas e inespecíficas.
Estamos registrando mais de 20 pacientes por dia em estado grave, tomando soro, nas macas, cadeiras ou qualquer meio improvisado; e não temos outra saída porque os hospitais de referência estão recusando os nossos pacientes, alegando superlotação ou encaminhamento indevido. Esses pacientes que estão no soro rápido são os que não conseguiram tomar os medicamentos em casa ou deixavam de ser atendidos por outros serviços de saúde e sua gravidade não permite que o atendimento seja adiado.
O que nós (Equipe 15 de Saúde da Família do J. Cuiabazinho) estamos solicitando as nossas autoridades é que diante desta grande epidemia, nos auxiliem com mais profissionais, mais material, e principalmente nos dêem suporte moral e jurídico. Também nos amparem diante do que já estamos observando ocorrer que é a insatisfação da comunidade quanto às demais prioridades da saúde da família e diante do grande risco que estamos correndo com esse atendimento precário e arriscado. Há grande risco de complicações, durante estes atendimentos, como choque pirogênico, anafilaxia, parada cardíaca durante a soroterapia, crise convulsiva, hemorragia grave, queda da maca ou cadeira ou mesmo morte.
Quem vai levar em consideração que estamos trabalhando sob intenso stress físico e psicológico? Quem vai nos defender no Ministério Público? Quem vai lembrar que a nossa intenção é salvar vidas? Quem fará o Ouvidor da secretaria entender uma situação de epidemia se ele nunca foi lá verificar a gravidade e exige que interrompamos o nosso trabalho para responder inquéritos sobre queixas de pessoas insatisfeitas?
Ainda, felizmente, não morreu nenhum paciente em nossa unidade (talvez por milagre divino e pela dedicação da equipe), mas já fomos ameaçados e agredidos verbalmente, e o que é pior sofremos críticas vindas dos próprios colegas de trabalho, do PAM e Hospitais que extrapolam criticas ou incompreensões sobre o nosso desempenho. Além disso, como explicar aos ?entendidos? que é desumano colocar uma pessoa sadia e sem sofrimento algum na frente de um paciente com grande dor, desidratado, desmaiando e quase à morte, só porque aquele é um idoso ou uma gestante que poderiam muito bem voltar em outro dia ou em outra ocasião; pois seu atendimento poderia ser adiado sem risco algum?
O que nós queremos é que as autoridades da Saúde Pública Municipal (Gestores e Conselhos) nos ajudem e nos dêem garantias de sobrevivência nesta batalha, porque somos soldados e se não houver um empenho e união de todos os setores da saúde não conseguiremos vencer e muito menos sobreviver nessa guerra contra um inimigo impiedoso e comum que é a dengue.


NORIVAL DOURADO
Médico Especialista em Medicina de Família e Comunidade
Integrante da Equipe 15 de Saúde da Família de Dourados
Jardim Cuiabazinho ? Dourados/MS

Dourados, 21/03/2007



Escrevi este artigo em 2007; vejam como parece atualizado.
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